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Luminus escreveu:Hehehehe, que lindo! Quer dizer que você não ouviu? Uma pena... olha, só para situar a discussão: Mark Rosewater é um cara daqueles que trabalham com líderes de projetos no magic... tipo, o cara coordena o setor de criação responsável pelo desenvolvimento de novas séries, entende? Pois é, ele tem uma coluna semanal no site supracitado, e todas as segundas-feiras escreve algo sobre o passado, o presente e o futuro do Magic. Comece lendo a coluna dele, depois passe a ler outras pessoas... vocÊ verá como as cosias andaram por esses anos de magic!
Bom, só para dar um padrão da sua comparação: A edição básica de Magic foi criada por UMA pessoa, parcamente revisada, e a história mostra como o jogo fugiu ao escopo que mesmo ele e seus associados previram. Isso foi em 1993. Daí saíram as "power nine"... daí, 5 anos depois, um grupo de pessoas calejadas planeja uma série e suas duas expansões, coordenam o trabalho, fazem playtest... para no fim saírem coisas como Sorte Inesperada, Busca Frenética, Chave Voltaica, Academia Tolariana, Flutuador, Harmonização, Reabastecer, Espiral Temporal, Sussurros da Musa, Golpe de Gênio e outras, só para contar as banidas e restritas no Tipo 1. Se, para você, essa não é a série mais poderosa, e o bloco mais desequilibrado... cara, fazer o quê, manda um e-mail para eles dizendo qual é, e qual é a ameaça a ser evitada, se não é essa.
Sobre Mirrodin: olha os decks do mundial: Top 8 com 7 decks Affinity. Olha o que os caras do site escreveram, as pessoas estavam aborrecidas, as vendas caíram, o jogo perdeu jogadores, isso mesmo, a comunidade DIMINUIU.
Por quê você acha que, após Mirrodin, aquele tema foi solenemente abandonado? Esquecimento?
Vieram justamente com o contrário: interação entre as cores, e sem tanta ingerência de artefatos (apesar de Jiite de Umezawa), com séries de temática de tribo das cores (a la Bloco de Investida), e tentativa de reatração dos jogadores antigos com as cartas de símbolo roxo... voltando grandes favoritas de séries ANTERIORES a Mirrodin. "Acharam" até a Coldsnap, para trazer o povo das antigas mesmo...
Cara, sinceramente, a impressão que dá é que vocÊ não conhece realmente o Magic...




1. Antigamente, você precisava de cérebro para jogar Magic. Hoje em dia, as cartas já se associam claramente. O mesmo pode ser dito dos personagens
2. Preparem-se para termos como "manutenção", "fase final", "fase de compra" e "fase de combate" nos encontros.
3. Color Pie = Tendências.
4. Nessa edição, as regras vão quebrar de maneira acintosa
5. Em AD&D, era comum um jogador declarar a ação de seu personagem como "eu faço isso"... todos entendiam como sendo o personagem e não o cara. Porém, como o lance no Magic é "declaro ataque com essa criatura", o mesmo distanciamento será presente no 4D&D. Você não mais irá pensar no seu personagem como algo que você interpreta, mas sim como uma criatura que você controla
6. É, venceu! Vencer fará parte do jogo
Luminus escreveu:Se você vê o jogo como hobby de fim de semana...
se você não se antena nos conjuntos de regras como Tipo 1, Tipo 2, Extended, Vintage (nem sei se existem mais, parece que o extended iria sumir)
nas listas de banidas e restritas, nos campeonatos mundiais
se você não acompanha a maneira como o jogo é produzido e planejado

enfim, se você não vê em uma escala maior como a empresa planeja o seu produto
então qual é a sua base para questionar o que eu estou dizendo?
É o que ocorre na SUA mesa de jogo?
Veja bem, eu estou falando de como a empresa gere seu investimento, seus produtos, e estou comparando o modo como a WotC traz a estratégia de produção do D&D cada vez mais próxima do Magic (se isso é uma coisa ruim ou boa é outra coisa).
E você vem questionar... o quê mesmo? Faça aí a sua colocação, diga EXATAMENTE o que eu escrevi que você discorda, fale-me do seu ponto de vista, e aí a gente vê como fica.
No fim das contas, eu só me preocupo com isso porque não tenho tempo de fazer meus próprios suplementos, e portanto acompanho as edições e produtos lançados pela WotC. Se eu tivesse tempo... mas não tenho, então eu me preocupo com o que está sendo lançado, com o futuro da marca e do jogo, porque eu vou acompanhar as inovações. São os produtos que eles irão lançar que eu vou querer usar na mesa de jogo. Posso até utilizar outras fontes, mas prefiro acompanhar a WotC, exceto é claro se o trem ficar ruim demais. Eu compro os livros, jogo pela RPGA, enfim, eu acompanho a empresa e o produto. Para mim, se a quarta edição for um fracasso, será uma grande perda. A vida continua, é claro, mas menos colorida.
Ademais, como esse não é um tópico sobre Magic, caso seja necessário argumentar em torno dele uma rodada mais, espero que possamos fazê-lo por MP.




Podemos usar um exemplo interessante do combate em AD&D e em D&D: perdeu-se velocidade.
O que eu digo com a comparação com a "color pie" do magic é que há delimitações extra-classe de persoangem.
na ânsia de dar funções determinadas às classes, o seu personagem não será mais "interpretado"
Se não fosse o que eu ACHO que vai acontecer, não seria uma profecia... seria outra coisa. Se eu tivesse CERTEZA, aliás, eu venderia a notícia para algum site de notícias: diria e provaria, por A + B, como seriam algumas coisas na 4D&D. Infelizmente, não posso fazer isso.

1. O que eu quis dizer com "se associam claramente" é que os problemas terão seu "resolvedor" apontado de maneira clara, clara até demais, claro ao ponto da intransigência. Lembre-se, isso são profecias, mas eu acredito que as classes de personagem virarão resolvedores de problemas com reserva de mercado. O que o guerreiro resolve, ninguém mais resolve. Em certa medida, isso não seria nenhum problema (guerreiros com o que fazer acima do décimo nível, uhú!), mas nas minhas previsões pessimistas, eu acredito que o feitiço virará contra o feiticeiro: na ânsia de dar funções determinadas às classes, o seu personagem não será mais "interpretado", e mesmo escolhas apenas arriscadas na atual edição trarão um prejuízo maior não só ao personagem, mas ao grupo. As classes estão (estarão) mais "cheias de tchans"? Provavelmente sim, mas também estarão univocamente centralizadas nesses tchans, e na hora que pisar fora... não dará pé. É aí que eu creio estar o emburrecimento: eu faço só isso, e pronto. Não é uma boa citar guerreiros: eles engrossam a fila do INSS desde 1989...
2. Sendo o combate a vedete do D&D (como aliás sempre foi) o aprofundamento de sua importância virá com uma parafernália destinada a tornar as coisas mais rápidas, ágeis, mas esta ilusão de que funciona durará pouco. Podemos usar um exemplo interessante do combate em AD&D e em D&D: perdeu-se velocidade. Ataques de oportunidade, ações livres, tabuleiro, tudo isso retirou velocidade de um sistema que era mais simples: ataquei, acertei, tanto de dano, sua vez. Agora, teremos trinta níveis... mais habilidades para as classes... mais disso, mais daquilo, coisas que, sinceramente, pedem por mais tempo, mais elaboração. Dizem nos previews que os combates estão mais rápidos. Eu não acredito: ao mesmo tempo que criticam os combates de no máximo 5 rodadas da 3,5 eles dizem que têm mais opções e dura menos tempo. Não me parece lógico. Portanto, o combate será subdividido em porções, como um turno em magic possui a fase de desvirar, de manutenção, de compra... isso também exigirá maior preparação por parte do mestre, um maior conhecimento do sistema: o exemplo deles do combate com o dragão mostra isso. E não sei o quê você quis dizer com a abreviação ToB: sou obrigado a dizer que nunca joguei.
3. Ah, é? Veremos. De mais a mais, não se pode acertar todas O que eu digo com a comparação com a "color pie" do magic é que há delimitações extra-classe de persoangem. É isso, não só a raça, não só a classe, mas uma "outra coisa" que diz: você deve se comportar assim. Pode ser que a tendência suma (acho muuuuito difícil de acreditar), mas eu duvido que não venha nada ocupar o lugar com outro nome.
4. Cara, não são conclusões: são profecias. Eu não tenho como concluir nada, eu só digo o que eu ACREDITO que irá acontecer. Mas, respondendo à sua pergunta: vejo essa quebra em analogia ao que aconteceu com Saga de Urza no Magic. O D&D agora terá interação online. Isso é uma novidade passível de quebra, de bug, etc. Pode ser que seja aí (a primeira edição do Magic Online teve sérios problemas), pode ser que não, mas eu vejo um aumento do escopo do jogo (muitas idéias "revolucionárias") que talvez não recebam o cuidado merecido (como aliás aconteceu no bloco de urza, na terceira edição da série, como pode ser visto no endereço que eu colei lááááá em cima). Novamente: são profecias, não conclusões.
5. Oda, eu li os previews sim... você viu a parte na qual o mestre usa uns homens-cobra como acólitos e ainda escreve "eu imaginei que eles tinham pernas e tudo ficou bem"? Você consegue imaginar um improviso em um teste de produto? Olha, posso estar errado, mas quando você manda algo para playtest, é uma versão do que você imagina que está pronto. E aí, você leu essa aventura? Viu o que aconteceu? Acha esse grau de improviso pertinente a um produto a 5 meses do lançamento (contando a data do preview)? Olha, não sei se você terá a paciência de esperar por algo mais concreto, mas dia 28 de fevereiro começa o D&D Experience, onde ocorrerá uma sessão de demonstração da quarta edição. O que você acha de conferirmos o vídeo dessa demonstração e depois aprofundarmos esse ponto?
6. Fanboy? Exatamente de quê? Olha, não é surto. Não sou um endeusador do role-play nem do rack 'n' slash, mas creio que ambos têm seu lugar e seu valor dentro do sistema. E, para esse novo sistema, até agora, eu só vi um. Precisa dizer qual?

Eltor,
As minhas previsões aqui são, é claro, como as do Fantástico. Elas têm de ser.
Você é, por padrão, anti-nova-edição-de-D&D. Admita.


First Strike
"At the start of an encounter, you have combat advantage against any creatures that have not yet acted in that encounter."
Eu não sei você, mas eu traduzo isso como "no começo do encontro, você tem prioridade de combate em relação a qualquer criatura que não tenha agido neste encontro". O que é que isso te diz? Passou a surpresa, o rogue age primeiro. Isso é o first strike do magic: declarou atacantes, declarou defensores, jogadores utilizaram efeitos rápidos, passa-se então à avaliação de dano (no Magic não há jogada de ataque)... quem causa dano primeiro? Quem tem first strike. Mesma coisa com o rogue: ele agirá primeiro que quem não tem First Strike, e isso está dito, não é uma possibilidade, não tem de testar nada, é uma certeza. O cara entra no combate sabendo que agirá antes, que atacará antes, isso é a mesma coisa que o First Strike do Magic.



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