O que o velho Gygax pensava dos novos D&Ds...

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O que o velho Gygax pensava dos novos D&Ds...

Mensagempor AKImeru em 11 Mar 2008, 14:05

- o guerreiro, cercado por um grupo de hobgoblins, tenta dar um ataque forte sem o intuito de atingir mortalmente seus adversários, querendo apenas desequilibrá-los para abrir uma rota de fuga. O DM, como Mestre do Jogo, estipula a dificuldade da ação, e pede um teste do jogador.

Simples, e funcional.

mesa de D&D 3.whatever:

- o guerreiro, cercado por um grupo de hobgoblins, tenta dar um ataque forte sem o intuito de atingir mortalmente seus adversários, querendo apenas desequilibrá-los para abrir uma rota de fuga. O Livro do Jogador (ou qualquer outro suplemento mensal) estipula que se ele tiver o feat tal, o poder tal, ou o whatever tal, ele pode fazer com um bônus de X. Caso contrário, não pode nem tentar o teste. O DM está ali só de enfeite, e para decorar regras e montar aventuras, sem ter controle sobre as situações, o que acaba criando algumas situações absurdas em sua idiotice.

Aaaaaaaaaaaah, mas tem a Regra de Ouro, alguém poderia dizer. Tem. Ela ainda está citada em um quadradinho em algum lugar no Livro do Mestre. Mas ela foi enterrada por um sem-número volume de livros cobrindo todas as possibilidades de jogo, e por um sem-número de jogadores chorões que querem apenas "ter os bonus para seus personagens", que mais parecem uma garrafa de refrigerante vazia: uma forma esteticamente bonita, mas sem conteúdo.

Essa tendência, essa insistência desse grupo de jogadores que acredita que tem de ter regra para tudo, de que todas as classes tem de ser equilibradinhas uma com a outra (senão o jogo não presta e é falho), é uma das coisas que está matando o D&D.



Engraçado que ocorreu a mesma exata situação em um dos links de beta testers que eu passei, e se resolveu que nem em AD&D e não no D&D terceira edição.


Onde está seu argumento agora? :linguinha:
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Mensagempor Mirallatos em 11 Mar 2008, 14:07

Não consegui entender essa reclamação em específico. Será que ele achava que o jogo devia ser mais mortífero?


Quem aqui ficava chateado quando perdia um personagem no First Quest? É o mesmo sentimento de hoje? Uma coisa é certa e, somente neste ponto eu concordo, com o passar dos anos a morte dos PJ tornou-se muito mais trágica e incomum no D&D. Pelo menos tenho essa idéia.

Antigamente eu não levava tão a sério perder um PJ em condições normais (dados), mas hoje sim. Nada tão dramático, mas é bem mais chato, talvez devido ao trabalhão que dá jogar D&D. :aham:
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Mensagempor AKImeru em 11 Mar 2008, 14:12

Se você ficou chateado por perder seu personagem, é muito bom que o mestre tenha feito uma grande porcariada. Mortes dos PCs em minha mesa sempre foram epicas por mais mongoloides que eles sejam.
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Mensagempor Eltor Macnol em 11 Mar 2008, 14:15

Eu acho que diminuir o número de mortes de personagens, sem perder o senso de periculosidade do sistema, apenas muda-o pra melhor, não pior. Se o Gary achava que era melhor quando os personagens eram mais descartáveis, eu não concordaria.
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Mensagempor ShinRyuu em 11 Mar 2008, 14:16

Dessa parte eu entendi que os DMs de hoje são mais mansos e passam a mão na cabeça dos jogadores, em vez de lançar-lhes desafios de verdade, de vida ou morte para aquele personagem que cultivou por anos.

E realmente, Oda lembrou bem: os playtesters relataram uma facilidade enorme para resolver ações não-previstas pelo sistema. Espero que os livros enfatizem isso, pra não ficar só no potencial e na sagacidade de alguns DMs.
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Mensagempor Eltor Macnol em 11 Mar 2008, 14:21

Dessa parte eu entendi que os DMs de hoje são mais mansos e passam a mão na cabeça dos jogadores, em vez de lançar-lhes desafios de verdade, de vida ou morte para aquele personagem que cultivou por anos.


Comparado com as edições anteriores, isso certamente é verdade - e eu realmente não vejo como um problema. Há muitas outras formas de desafiar os jogadores, e puní-los pelas falhas, SEM matar os personagens.
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Mensagempor Deicide em 11 Mar 2008, 14:25

Para mim, o jogo só é de interpretação de papéis se você se importa com seu personagem. Um diabo de história é "para matar personagens"? Como você pode ter o objetivo de "dar desafios mortais" e arriscar não contar a história até o final? Como pode querer contar uma história com a premissa de um elenco mutável, com totais desconhecidos aparecendo sempre que um "herói" morre? Da mesma forma, que tipo de interpretação se tem quando se muda de personagens como quem troca de roupa?
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

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Mensagempor Sellous em 11 Mar 2008, 14:34

Na verdade, a resposta para algumas dessas especulações (que já foram concluídas corretamente por aqui) estão na própria entrevista (o link não está funcionando). Aqui está a parte anterior.

Scott Krol: As the years progressed and D&D strayed from your original vision it seems like more and more emphasis has been placed on taking it away from its pure imagination/story telling roots. While third edition was bad enough with its collectible miniature angle, fourth edition seems to be going one step further and trying to make the game dependent on the online experience. Personally I think the further one gets away from the genius simplicity of sitting around a table telling tales the worst role-playing suffers. What are your thoughts on this new direction?

Gary Gygax: It would be surprising if I did not generally concur with your observations.

In my estimation 2nd Edition AD&D began to lose the spirit of the...


Sejamos realistas, a cada nova edição apareceu mais jogadores OPs e Advogados de Regras ou jogadores Historiadores? A terceira edição foi simplesmente um "tapa na cara" ao colocar o Sábio dos vales, com uma ficha dizendo "eu sou foda, usem meus números". A derradeira foi com os deuses. Dar atributos aos deuses? Mas que m**** é essa! Não é a toa que inúmeros heróis foram lentamente sendo odiados pelas massas (claro que as péssimas estórias dos autores ajudou) quando os mestres novatos se deliciavam em colocar personagens lendários como heróis das histórias menosprezando seus jogadores. Malditas fichas! Os jogadores simplesmente ficaram condicionados às regras! Eles apenas jogam dados!

Quem já jogou uma aventura sem regras e fichas, uzando apenas um 20 deve entender isso (e minha revolta).
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Mensagempor Eltor Macnol em 11 Mar 2008, 14:48

Sellous, nada pessoal, mas o mero fato de tu usar terminologia da Dragão Brasil pra definir os tipos de jogadores já me desanima de responder tua mensagem. :b
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Mensagempor Deicide em 11 Mar 2008, 14:50

Sellous escreveu:Sejamos realistas, a cada nova edição apareceu mais jogadores OPs e Advogados de Regras ou jogadores Historiadores?


Sejamos realistas. Como provar qual tipo de jogador "surgiu" mais? Jogadores novatos tendem a dar mais importância às regras MESMO. Em geral, os "melhores" jogadores são aqueles que têm experiência e tiveram bons grupos com bons mestres, desenvolvendo sua capacidade de interpretação e sua criatividade.

Eu sinto muito, mas falho em ver a ligação entre D&D ou Storyteller ou AD&D com o número de jogadores OPs ou Advogados de Regras. Jogo RPG há 15 anos já (dos 12 ao quase-27), e desde que me lembro como RPGista sempre vi essas classificações de "Overpower", "Advogado de Regras". Isso não surgiu nem começou a ser criticado com o D&D 3.0 não! Já vi muito Overpower sem noção em Vampiro: A Máscara, já li muita ficha maluca de GURPS, e eu me recordo muitíssimo bem das primevas matérias da Dragão Brasil sobre apelações e combos no AD&D.

Não é a toa que inúmeros heróis foram lentamente sendo odiados pelas massas (claro que as péssimas estórias dos autores ajudou) quando os mestres novatos se deliciavam em colocar personagens lendários como heróis das histórias menosprezando seus jogadores.


Mestre novato tem o perdão de cometer gafes, oras. Você quer que jogadores e mestres novatos aprendam a jogar "bem" logo na primeira partida? Eu me recordo dos meus primeiros jogos, em que nossos vampiros enfrentavam ciborgues, super-heróis e antediluvianos no Mundo das Trevas. Nós nos divertíamos para caramba, mas hoje em dia eu acho aquelas primeiras histórias ridículas. Ainda assim, se não fosse por elas, eu não teria me tornado o Mestre e Jogador que sou.

Aprimoramento é algo que vem com o tempo, e muita gente considera o RPG simplesmente um passatempo de fim-de-semana, não alguma espécie de "arte" que precisa ser refinada.

Malditas fichas! Os jogadores simplesmente ficaram condicionados às regras! Eles apenas jogam dados!

Quem já jogou uma aventura sem regras e fichas, uzando apenas um 20 deve entender isso (e minha revolta).


Sem regras, você não teria RPG. Eu já joguei "RPG" sem regras... eu tinha uns 6 a 8 anos, acho. Brincava que era o Rambo com meu irmão. Ou um ninja. Ou um super-herói. O problema é que sempre brigávamos pois nunca conseguíamos concordar quando o golpe ou ataque de um ia atingir e matar o outro.
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

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Mensagempor ShinRyuu em 11 Mar 2008, 14:55

Esse Scott Krol aí falou besteira. A 4e não DEPENDE de coisa alguma online. A suíte digital será uma extensão inteiramente opcional. O computador está substituíndo o papel na sociedade, não especificamente no RPG. D&D está se adequando aos novos tempos.
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Mensagempor Sellous em 11 Mar 2008, 15:17

Sellous, nada pessoal, mas o mero fato de tu usar terminologia da Dragão Brasil pra definir os tipos de jogadores já me desanima de responder tua mensagem.


Ein? Eu não li muito DB, e comecei a jogar antes da DB existir. Só se alguém me enganou, mas acho que esses são termos mais que comuns, e que não foi a DB que criou. Algo errado com eles?

Sejamos realistas. Como provar qual tipo de jogador "surgiu" mais? Jogadores novatos tendem a dar mais importância às regras MESMO. Em geral, os "melhores" jogadores são aqueles que têm experiência e tiveram bons grupos com bons mestres, desenvolvendo sua capacidade de interpretação e sua criatividade.


Ok, ok, estava inflamado de ódio. :b Não há provas conclusivas. E, sim, eles existem muito antes da terceira edição. Só que a terceira edição deu um foco demais aos números, muita burocracia. É isso que a 4 edição quer combater.

Mestre novato tem o perdão de cometer gafes, oras. Você quer que jogadores e mestres novatos aprendam a jogar "bem" logo na primeira partida? Eu me recordo dos meus primeiros jogos, em que nossos vampiros enfrentavam ciborgues, super-heróis e antediluvianos no Mundo das Trevas. Nós nos divertíamos para caramba, mas hoje em dia eu acho aquelas primeiras histórias ridículas. Ainda assim, se não fosse por elas, eu não teria me tornado o Mestre e Jogador que sou.


Não, mas gostaria que os livros instruíssem melhor os mestres novatos a usar melhor os NPCs, e não guardassem esses tópicos para serem desenvolvidos em suplementos. Não vejo como colocar fichas de milhares de personagens fodônicos possa contribuir nisso em livros de campanha. Se eles não são para ser o centro das atenções, para que lhe dar números? É instigar os fan-boys a usarem eles ou se compararem com eles. É ajudar a criar jogadores que queiram fazer fichas muitos melhores do que "aquele cara ali".
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Mensagempor Deicide em 11 Mar 2008, 15:23

Não, mas gostaria que os livros instruíssem melhor os mestres novatos a usar melhor os NPCs, e não guardassem esses tópicos para serem desenvolvidos em suplementos. Não vejo como colocar fichas de milhares de personagens fodônicos possa contribuir nisso em livros de campanha. Se eles não são para ser o centro das atenções, para que lhe dar números? É instigar os fan-boys a usarem eles ou se compararem com eles. É ajudar a criar jogadores que queiram fazer fichas muitos melhores do que "aquele cara ali".


Agora você tocou num ponto forte que não tenho como discutir. Concordo com você. Afinal, foi a tendência dos livros do antigo WoD a criar "Disciplinas acima de 5" e "Garou de Posto 6" que impulsionaram muitos jogadores a ver aquilo como normal. A abordagem dada no livro ajuda a formar os jogadores.
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

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Mensagempor Youkai X em 11 Mar 2008, 15:28

Sabe, Sellous, no Livro do Mestre não tem fichas de deuses ou NPCs épicos, mas d~çao muitas dicas sobre como interpretar os NPCs, tabelas de características (feio, bonito, avarento, exuberante, alto, baixo, corajoso, covarde) e como ajustar as regras ao bel-prazer da mesa. Aliás, o Livro do Mestre me ajudou muito a pensar na hora de elaborar aventuras ou a ver que as regras podem sim ser torcidas para melhor se adeuqar a mesa, mas com cautela e cuidado. Mas me parece que muitos mestres por aí não lêem o DM, se não para ver as armadilhas, classes de prestígio e itens mágicos.

E sinceramente, perder um personagem numa luta "qualquer" não é legal. Prefiro que as mortes sejam dramáticas e relevantes, que os PCs tenham tempo de se afeiçoar ao personagem e que daí sim possam em algum momento sentir o que é perder alguém e numa ocasião relevante.


E quanto a iniciativa digital. Ela é bem útil para mestres e jogadores que vivam em locais meio isolados e com poucas opções de mesa e que queiram achar um grupo que se adeque mais ao perfil dele (em parte o meu caso e que hoje em dia já acontece graças aos NBRPGs da vida, que jogo com o pessoal da Spell), logo eu aprovo.
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Mensagempor Eltor Macnol em 11 Mar 2008, 15:35

Ein? Eu não li muito DB, e comecei a jogar antes da DB existir. Só se alguém me enganou, mas acho que esses são termos mais que comuns, e que não foi a DB que criou. Algo errado com eles?


Não sei qual a origem exata deles, só sei que vi serem popularizados no Brasil pela DB. O problema deles é que são rotulações carregadas de condescendência enrustida, e um monte de presunção mal-disfarçada. Ainda estou pra ver alguém que use os termos sem deixar insinuado que "meu estilo de jogo é melhor que o teu".

Não, mas gostaria que os livros instruíssem melhor os mestres novatos a usar melhor os NPCs, e não guardassem esses tópicos para serem desenvolvidos em suplementos. Não vejo como colocar fichas de milhares de personagens fodônicos possa contribuir nisso em livros de campanha. Se eles não são para ser o centro das atenções, para que lhe dar números? É instigar os fan-boys a usarem eles ou se compararem com eles. É ajudar a criar jogadores que queiram fazer fichas muitos melhores do que "aquele cara ali".


Você já leu Eberron?

Os NPCs mais importantes lá são geralmente de nível 8, 10, talvez um ou dois de nível 12. Muitos não passam de nível 5 ou 6. Nenhum chega a ter ficha, só dizem coisas como "humana, guerreira 7" ou "humano, Aristocrata 2/Especialista 3". Esse, por exemplo, é o NPC que é o chefe da universidade pra qual o nosso grupo de jogo online trabalha.

Eu concordo contigo que as fichas de FR são uma palhaçada, mas bem, eu gosto de fingir que o FR CS não existe. XD

Sabe, Sellous, no Livro do Mestre não tem fichas de deuses ou NPCs épicos, mas d~çao muitas dicas sobre como interpretar os NPCs, tabelas de características (feio, bonito, avarento, exuberante, alto, baixo, corajoso, covarde) e como ajustar as regras ao bel-prazer da mesa. Aliás, o Livro do Mestre me ajudou muito a pensar na hora de elaborar aventuras ou a ver que as regras podem sim ser torcidas para melhor se adeuqar a mesa, mas com cautela e cuidado. Mas me parece que muitos mestres por aí não lêem o DM, se não para ver as armadilhas, classes de prestígio e itens mágicos.


Concordo com cada palavra.

E raios, como me dá raiva de ver quanta gente não lê o Livro do Mestre.
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