Fica difícil um grupo de zumbis inspirar medo em um grupo de nível médio, isso em um cenário como Ravenloft é uma coisa grave, desde então tenho pensado em uma forma de mininizar esse problema.
Campanha de Shadowrun. Todo mundo velho de guerra e "escolado", já. Estávamos levando uma ogiva nuclear de Seattle para Detroit. No caminho, um grupo rival nos atacou, tentando roubar nossa carga. Pegamos uma estrada lateral, daquelas de terra mesmo, e fugimos dos caras até os despistarmos, mas atraímos a atenção de uma matilha de cães infernais. Por "sorte" encontramos uma mansão "Lovecraftiana", daquelas de três andares na orla da floresta. Nos abrigamos da tempestade e dos cães lá dentro.
Então começaram a vir os zumbis. E nós batemos. Nós atiramos. Nós usamos lança-chamas, magia, Vindicator, porrada. Destroçávamos 100, e mais 1000 surgiam... das paredes, do teto, do solo... começou a minar sangue das paredes. Fomos separados e penamos para sair de lá. As portas não abriam, as janelas não abriam, as paredes não quebravam. Somente quando paramos o grande relógio de pêndulo, achamos a passagem secreta e destruímos o portal místico do local que os mortos desapareceram. Estávamos sem munição, sem um dos membros, sem estado de nervos equilibrado, e quase que perdemos a carga nessa brincadeira.
O pior de enfrentar um zumbi é se ver como um.
Mas sua opinião é válida. Em Knight of the Black Rose, Lord Soth e seu lacaio metamorfo se vêem atacados por um exército de zumbis:
Lacaio: "Eu cuido dos cem da esquerda chefe. Você cuida dos cem da direita?"
Soth: "Já enfrentei perigos muito piores quando ainda respirava"
Lord Soth fez a festa? Sim, mas mesmo assim, ele ainda estava dentro dos domínios de Stradh, e lá dentro, por mais poderoso que ele fosse, ele não era páreo para o grande vampiro.
E ter esse mesmo grupo sendo espancado pelos aventureiros...
Essa é a idéia. O importante é que os heróis saibam que não terão sossego.
E os heróis tomam elas de volta quando retornem de LÁ. Aconteceu comigo, nunca mais um credor tentou cobrar impostos do meu mago...
E o regente local deixou por isso mesmo?
Essa eh legal, mesmo... mas ainda sim... o cara vai precisar de alguém com niveis iguais ou muito próximos dos heróis para não tomar uma coça no acerto de contas...
Teoricamente, apenas. Se ele é o burocrata de um governo forte e estruturado, atacá-lo é atacar o governo. Isso pode vir a ser problemático.
Eu acho que o Mirallatos tocou no cerne da questão, agora: banindo o pensamento meta-jogo, a situação torna-se mais verossímil. O herói não tem como saber "quantos pvs" ele tem, nem o seu aliado, muito menos quantos pvs - ou poderes e habilidades, o sujeito logo a frente tem. Mesmo um herói poderoso recuaria diante de uma turba (exceto um anão diante de uma turba de orcs
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