Nibelung escreveu:Não seria hipocrisia não. Eu inclusive sou capaz de apostar que quando ele mestra ele faz isso com medo de aparecer alguém "tão bom" quanto ele.
Ta ai um ponto legal. Ele JÁ mestrou alguma vez pro seu grupo?
É sempre uma boa oportunidade.
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Nunca tive problema com power gamers na minha mesa, porque eu acompanho a criação do personagem e sempre fico questionando aqueles pontos escrotos que os jogadores colocam nas fichas. Mesmo assim, alguns ainda ficam acima em nível de poder. São 5 jogadores, sendo dois os mais fortes (um gnoll bárbaro e um mago humano). O jogador do gnoll é um exemplo de jogador. O do mago, bem...
Joga bem, se enquadra no grupo, mas às vezes resolve as coisas da pior maneira possível (e idiota, na maior parte) pra mostrar sua força. E uma das coisas que ele mais faz é peitar NPCs importantes.
E eu adoro quando ele faz essas besteiras. Basicamente, 60% da campanha rodou em torno de burradas que os jogadores fizeram, e principalmente por matar ou zombar de um NPC com influência. Quando mais forte o NPC, mais influente ele é. Agora, existem muitos que querem vingança, revanche ou mesmo roubar seu poder (como é o que está ocorrendo nessa parte do jogo), o que fez com o que o jogador colaborasse mais com o grupo -antes existiam aquelas brigas idiotas do tipo "meu personagem mata o seu e bla bla bla" e em metade delas, ele estava envolvido-. Ele precisa do grupo pra sobreviver.
Outra coisa também que ajuda é dar oportunidades para os OUTROS jogadores se manifestarem na campanha. Acredite, existem coisas que o Overpower não pode resolver sozinho (principalmente em coisas que pontos não resolvem em nada, como informações, contatos e situações que exijam a interação do personagem com o cenário ao longo do jogo). O jogador só é apelão se a campanha favorecer e isso também vem do seu estilo de mestrar, pois os jogadores acabam prevendo certas coisas no jogo e/ou já fazem seus personagens pensando nessas situações.
Já usei caçadas contra personagens que destruiram vilas ou teimaram com NPCs influentes, broncas no meio da sessão, restrições na construção de personagens, pianos voadores (inclusive com o jogador desse mago) e um monte e outras coisas. Mas NUNCA criei intrigas no jogo ou rixas interna. Como o Kimble disse, estraga jogo e amizades. Os jogadores entendem (e apoiam, no meu caso) quando você lança um piano enorme pra silenciar um jogador que está atazando os outros mas não garanto o mesmo com predileção por algum jogador (a namorada do mestre... nunca brigue com ela) ou desfavorecimento/perseguição para com um.
Trate todos iguais. Jogou bem, contribuiu: joinha pra ele. Sacaneou, trapaceou, atazanou à toa: piano voador.