A Corte Feérica

Essa é a seção para conversas gerais sobre RPG, que não são sobre um sistema específico ou envolvem a sociedade em discussão sobre aspectos culturais, religiosos, comportamentais e educacionais do RPG, a popularização do jogo e o combate ao preconceito.

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A Corte Feérica

Mensagempor Seth em 19 Jun 2008, 16:13

Esse material é a estruturação de uma série de idéia que eu usei ao longo de alguns arcos de histórias, quando eu jogava RPG. Achei que ficaria interessante como um novo local/nova raça para qualquer cenário. Espero que gostem, e que comentem

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A Corte Feérica:


Há lendas antigas acerca de estranhos seres, conhecidos coletivamente como “fadas”. Geralmente, elas envolvem estranhos conhecimentos relacionados ao mundo natural, onde tais criaturas são protetores da natureza. Algumas histórias mais antigas fazem referência mesmo a um “mundo das fadas” distinto do plano
material, mas conexo a ele naturalmente.

História:


Pouco ou nada se conhece sobre a origem das fadas. Alguns suspeitam da geração a partir uma linhagem divina, outros da evolução de certos seres que hoje inexistem – filhos da natureza em seus dias gloriosos de juventude. De qualquer forma, os registros começam a ser mais exatos quando informam das antigas guerras entre os gigantes, homens e anões, que terminaram com a destruição e desertificação de vastas extensões de terras férteis. Num dado momento, esses seres intervêm sugerindo um tratado, que, mais tarde, foi adotado como base para a complicada paz.
Desde então em algumas ocasiões esse seres têm interagido com o mundo exterior. Vilarejos afastados, próximos a matas ou desertos sussurram sobre risos e luzes estranhas nas floretas e dunas, à noite, ou sobre crianças e jovens raptados, para nunca mais voltar. Há lendas mais felizes, em que o povo feérico visita povoados e confere certos presentes a população humilde, zelando pelo seu bem-estar, em troca de oferendas. Em geral a maioria das pessoas define tais seres como espíritos rústicos, entre os deuses e os mortais.
Alguns magos, pesquisando em tomos antigos, de várias raças, encontraram histórias muito diferentes. Aqui as fadas são organizadas em uma sociedade complexa, em castas, chamada de Corte Feérica, e regida por um monarca. Eles são muito poucos, menos do que se suspeitava, e muito mais afeitos a civilização do que diversos reinos humanos. Na verdade, sua sociedade se parece, sob certos aspectos, com a dos elfos.

Sociedade:

Aspetos Gerais

As fadas se dividem em cinco castas. Apesar do termo “casta”, não existe a noção de imobilidade que é aplicável em outras sociedades, ou melhor, não da forma como a entendemos. Um Pixie poderá, um dia, chegar a ostentar o nome de Elfo, mas tal acontecimento levará muito tempo e esforço, e praticamente não se nota em termos humanos. A mesma coisa pode ser dita a respeito das leis desse povo, que são praticamente incompreensíveis para estudiosos de outras raças. A relação entre esse povo e a magia também é revestida de aspectos únicos.
A família é à base da sociedade. Via de regra, casa-se dentro da casta uma única vez, e, dado o longo período de vida de alguns grupos, os casamentos são realizados apenas depois de um longuíssimo período de vida a dois. Poucas vezes a família escolhe o casamento (exceto nas duas castas mais altas) uma vez que o amor é entendido como um presente demasiado valioso para ser disposto em função de interesses privados. Ambos podem ser genitores antes da cerimônia que, uma vez realizada, inviabiliza filhos fora do casamento. A união inter-castas é possível, e reponde por um terço de todos os casamentos realizados pela população. Os filhos, nas castas mais baixas, são educados pela família por toda a vida, muito raramente recebendo direção de um parente ou amigo. Nas castas mais altas existe uma relação que envolve a fada e um parente ou amigo mais velho, escolhido pelos pais, que zelará pela educação do jovem – supervisionado pelos genitores. Ele é chamado, então, de padrinho ou madrinha, ou, mais formalmente, de Tutor.

As castas:
As castas são cinco. Segundo os estudiosos, essa ordem social guarda alguns dos maiores mistérios sobre o povo das fadas, que toca de perto questões como concepção e ascensão de uma casta para outra. A primeira será explicada posteriormente, enquanto que a segunda envolve uma série de rituais (chamados de Deÿunûn, o novo despertar) onde a fada abandona sua condição anterior, inclusive linhagem e família, sendo adotada por um dos clãs de uma casta superior. Mesmo o aspecto físico da fada é alterado, sendo que o principal da cerimônia envolve essa “morte” e “renascimento”. Ela será sempre presidida por um dos lordes da corte, e há aquelas lideradas por autoridades situadas ainda mais acima.
O que se sabe claramente é o aspecto legal da questão: Os líderes dos clãs envolvidos de cada casta se sentam com o ascendente e elaboram um acordo onde este assume diShahtos e deveres para com ambos; não raro, ele se compromete com o antigo clã (logo, com a antiga casta) a agir como Tutor dos jovens órfãos, ou prestando um serviço a casta como um todo. Ele também pode, a depender do caso, ser dispensado desse papel.
As castas são:


- Pixie: É a casta mais baixa e a mais numerosa da sociedade das fadas. Estima-se que ajam milhares delas, espalhadas pelo mundo, vivendo em locais em estado natural. São seres curiosos e animados, repleto de uma curiosidade infantil. Apesar disso, inconstantes, podem se tornar violentos e uma verdadeira praga se entenderem que estão sendo ofendidos ou enganados.
Um Pixie nasce de um ovo. Todas as fêmeas têm um depósito de esperma com o qual nascem, e, durante a vida, produzem aquela quantidade específica de óvulos, fecundados conforme a época. Após o fim da reserva de espermatozóides, a maioria das fêmeas torna-se estéril; umas poucas, porém, perto da morte gerarão mais um ovo, diferente dos demais, pois é maior e com um cor distinta (não verde com traços marrons, negros ou azuis, mas de uma cor verde-escura uniforme). Sabe-se que desse ovo nascerá um indivíduo macho fértil, um dos poucos da raça, com a função de re-fecundar com novos espermatozóides as fêmeas.
Essa casta é a mais conhecida porque é a que mais tempo passa no plano material. Seus enclaves são organizados em torno de clãs, sendo que vivem de um a três em cada local, liderados por um lorde, a quem seguirão, pagarão tributos e procurarão em casos de necessidade, como para uma batalha ou para administrar a justiça. Geralmente esse lorde é o chefe do clã mais poderoso, mas pode ser indicado por uma autoridade superior (geralmente pela corte feérica) ou eleito. Raras vezes eles vivem no “plano” da corte feérica, embora seu número se iguale aos dos outros. Eles não se ocupam dos trabalhos servis porque sãao servidos por grupos de escravos (mortais - principalmente humanos e globinoides - seqüestrados e submetidos a um tratamento com um tipo de mel que os torna dóceis e submissos). Aliás, o termo “escravos” não é muito exato, já que depois de alguns anos o ser é libertado com ricos presentes, em algum ponto que desejem – inclusive sua terra natal – como agradecimento pelos “serviços prestados”. Muito poucos se lembram dos anos que passaram com as fadas, apenas tendo flashes e uma sensação curiosa de prazer.
Um Pixie tem duas formas. Uma vez por dia ele pode alterá-la. Se for morto em uma delas, ele estará morto definitivamente, convertendo-se para a fórmula na qual passava mais tempo. A primeira é de um humanóide de mais ou menos um metro e vinte a um metro e quarenta, esguio e com pele de todos os matizes; os cabelos serão negros, castanhos ou esverdeados, e os olhos poderão ser de todas as cores – em geral negros. A segunda forma se difere pelo tamanho, já que, nela, os pixies mal terão trinta centímetros. Suas orelhas são normais, mas os dedos são mais longos e delicados do que o normal. Geralmente vivem em florestas, ou zonas arborizadas. Podem viver cerca de duzentos anos.


- Nixie: É a segunda casta. São seres em geral ligados a desertos, amando as aShahas e rochas castigadas pelo sol. Aparentam ser como humanos, mas dotados de um aspecto levemente bestial, como com chifres de órix ou de antílope, ou com uma aparência meio reptiliana. São seres misteriosos, guardiões de um mundo extremo e impiedoso, e isso se reflete nos seus modos severos e arrogantes. Os Nixies vivem da água de oásis, bem como do que o deserto proporciona: leite de camelo e de cabra, carne dos antílopes, vinho de palmeira, e da exploração das minas, a riqueza secreta dos desertos. São muitas vezes chamados de senhores das turquesas, pois amam essa pedra acima de todas as outras.
Cada clã aqui responde a um ancião mais velho, chamado de Imã; dentre eles, os mais sábios e antigos são chamados de Xeques, tendo uma autoridade moral superior, respondendo e arbitrando a vida de seu povo dentro da região que controlam. Os Xeques respondem irregularmente a um Emir, um Xeque com prestígio ainda maior. Como os Pixies, raramente optam por viver junto a corte, mas mesmo nessas são numerosos graças a vastidão de sua população.
Pouco se sabe sobre a sua reprodução, embora se acredite que ela está condicionada a uma compatibilidade entre o ser ao qual se assemelham. A quem diga que os machos e fêmeas acasalam com os animais, e dessa relação zoolófica nasceria à nova fada.
Eles não são exatamente hostis a humanos, mas não suportam a alterações no seu modus vivendi e isso inclui explorações desenfreadas das minas, caça ou destruição desnecessária dos desertos. Isso os faz grandes aliados dos nômades – uma vez ultrapassadas as desconfianças iniciais – e inimigo de seres como lâmias ou esfinges. Podem viver de duzentos a quatrocentos anos.
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A Corte Feérica

Mensagempor Seth em 19 Jun 2008, 16:15

- Dixie: É a terceira casta. Seus integrantes são divididos em das partes, as Ninfas e o subgrupo das Sirenes. As ninfas são as que habitam todo o mundo, desde as floretas até os desertos, desde as montanhas até as proximidades dos vulcões. A sociedade das Dixies se desenvolve e obedece ao ambiente que os cercam. Uma Dixie habitante de um belo lago a noite será uma visão de uma beleza quase imortal, bem como uma irmã sua moradora de um vulcão pode ser uma coisa de chamas líquidas e basalto. Dixies pouco se importam com a arte das civilizações, optando por se dedicar totalmente a natureza, de quem entendem serem filhos. Apesar disso, não se pode colocar em dúvida sua fidelidade a corte feérica, já que grande parte delas vive nesse local. Seu número total não é grande, sendo que mal chega a um terço da quantidade de Nixies – mas ainda é uma grande população se comparada com as duas castas superiores. As sirenes são como as ninfas, mas com as águas moventes: rios, cachoeiras e mares.

As ninfas reconhecem uma hierarquia semi-sacerdotal, que envolve uma grande reverência pela terra. Os sacerdotes são os líderes das comunidades, responde a um deles mais velho e sábio, o grande sacerdote. São aliadas firmes dos entes e de outros seres ligados a preservação da natureza. Dixies são tratadas com deferência quando vivem junto a Pixies e Nixies, mas sem qualquer noção de superioridade. Vivem até os seiscentos anos, e há casos onde viveram muito mais.


- Elfos: muitos consideram o termo “elfo” impróprio, mas é a tradução mais próxima da palavra dessa casta para o idioma comum. Na verdade, a palavra “elfo” nas línguas élficas teria sua origem na palavra utilizada pelas fadas desta casta. Dada a antiguidade desse estranho povo, há quem diga que eles quem são os verdadeiros elfos.

Os elfos se parecem muito com seus homônimos, só que muito mais altos e belos – são revestidos em seus cabelos e pele de uma radiância incomum. Seus olhos são granes e muito expressivos, quase sempre de cores escuras, com leves manchas de cores mais claras na pupila. Olhar para um elfo, dizem, é olhar para o passado, posto que esse seres vivem muito: um elfo, aos mil anos de idade, mal penetrou na maturidade. Um com quatro vezes esse valor está entrando na meia idade, e pode viver ainda o dobro de anos. Em que pese seu número de anos, não é de se admirar que eles tenham tão poucos filhos, e que alguns clãs com o tempo tenham, simplesmente, desaparecido. A maior parte dos nobres e aristocratas da corte feérica é formada por membros dessa casta, bem como a maior parte dos governantes. Os poucos que vivem no plano material são seres em missões ou objetivos particulares. Há casos de uns poucos que se relacionaram com elfos, sendo que algumas casas de príncipes descendem desses casamentos.

Como seus parentes, os elfos vivem em clãs, remetendo seu parentesco a um ancestral famoso. A linhagem masculina primogênita que descende desse ancestral detém a chefia do clã, acompanhada de um título (por ordem: Beneÿr, Comeÿr, Anûrëx e o mais raro Elelnuïyr. Apenas em um clã o líder é chamado de Shahrÿ, príncipe).

Considera-se que essa é a última casta para a qual se pode ascender.


- Reais: Essa é a mais alta de todas as castas. É composta por apenas alguns indivíduos, todos integrando a Família Real. O chefe desse clã é o Shah das Fadas, ao qual todas as castas e clãs prestam fidelidade. Seu poder é sutil, mas existe por força das tradições e de uma série de praticas costumeiras. A priori, ele representa a todos enquanto raça, e seria responsável por agir em casos de uma ameaça que atingisse a todos. Também é um elo e um árbitro das relações inter-castas. O Shah sempre terá ao seu lado uma Shyahra.

Atualmente eles são em número de quatro:

Shah Kuaräsh: Chamado de “Shah sol”, Kuaräsh é o mais velho de sua raça. Quando ele nasceu, a configuração do mundo e dos planos de existência era outra, e a própria magia funcionava de outra forma. Ele já viveu vinte e dois mil anos humanos, e a dezesseis mil é Shah das Fadas. Isso faz dele um dos seres mais antigos ainda vivos dentre todas as raças.
Aqui vale uma digressão: ele é o terceiro a se chamar de “Shah das Fadas”, e é sabido que seu sucessor governou por doze mil anos antes de entregar o trono a seu sucessor; o primeiro a usar a coroa teria governado por tempo suficiente para ver uma série de eventos – apesar das poucas informações que as próprias fadas dispõe, sabem que o primeiro Shah foi o árbitro de algumas das guerras entre gigantes, humanos e anões. Diante disso, não é exagero fazer recuar seu reinado em mais vinte a trinta mil anos, o que faria com que as fadas antecedessem o primeiro registro dos elfos, considerados por alguns como a raça mais antiga dentre as humanóides.
Kuaräsh é um conjurador de grande poder, e há os que atribuam sua longa vida ao uso de elixires mágicos e componentes que só existem no semi-plano das fadas. Ele é o registro vivo de alguns dos maiores mistérios, só que raramente ele se dignou a revelar alguma coisa. Na verdade, ele é famoso pela total indiferença pelo que acontece com outras raças no plano material, embora tenha realizado discretas intervenções algumas vezes.

Ele aparenta ser como um dos membros da casta dos elfos, só que muito mais alto e ereto. Apesar disso, seu rosto, especialmente os olhos, reflete o passar do tempo na fineza dos traços desgastados pelo tempo. A pele é bronzeada, e os cabelos são ainda muito escuros, com somente uma mecha prateada. Ele raramente fala.

Shyahra Hutaosza: É a esposa do Shah, milhares de anos mais nova do que ele. Como soberana das fadas, ela é sob muitos aspectos a epítome de sua raça, com uma beleza digna dos deuses. Tem a pele negra e cabelos longos, negros, sedosos. Seus olhos são amarelos de um tom que na pupila chega ao dourado. É uma das maiores admiradoras de músicas e canções, de forma que, sob seu reinando, a beleza e arte floresceram como nunca. Não deixa, com isso, de se uma mulher dotada de um notável senso político.

Shyaria Phedymïa: É a primogênita do casal e a menina-dos-olhos de sua mãe. Cresceu mimada, com grande gosto pelas artes e pela dança (é uma hábil cantora e dançarina), mas sem grande interesse pelo resto. Recentemente ela começou a mudar de atitude, já que deseja para si o título de primeira Shyahra-governante das Fadas, o que pode não acontecer face a maior competência de seu irmão mais novo.

Shahrÿ Dareyous: É o mais novo da casa real, mal chegando aos três mil anos. Apesar disso, é um líder notável, herdando do pai sua habilidade e gosto pela política. Apesar disso, de forma distinta, é um grande interessado no plano material, que ele considera como um macrocosmo da corte Feérica. Ele acalenta o sonho de, um dia, como soberano, enviar uma embaixada ao plano material, e participar dela disfarçado, amealhando o máximo de conhecimento sobre esse local. Nesse meio tempo, ele se dedicou a se tornar um mago competente, e estudar a arte de governar. O resultado de seus esforços é que ele é o confidente de seu pai, e, sob muitos aspectos, o mais provável herdeiro da coroa. Ele encara a atitude de sua irmã com alguma apreensão, mas julga que ela trocará essa mania de se interessar por política em breve.
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A Corte Feérica

Mensagempor Seth em 19 Jun 2008, 16:16

Política:

A política na corte Feérica tem requintes e sutilezas dignas do mais decadente império humano. Intrigas não são incomuns, ainda que seja mais raro o ato de trair. No cimo de toda a organização está o Shah. O seu poder é, ao mesmo tempo, muito grande e muito pequeno, porque precisa ser visualizado em duas correntes: na primeira, ele é o chefe da casta mais alta, e Shah das Fadas; elas, porém, controlam uma miríade de pequenos enclaves autônomos, em diversos planos de existência. Sendo assim, ele é mais um árbitro e um líder ao qual elas recorrem em caso de necessidade. A sua autoridade nasce do consenso de que a sua existência é útil, e uma forma de defender o povo das fadas. Claro que há clã proscritos (os chamados párias) que não obedecem ao Shah, mas a maioria reconhece tanto pela tradição quando por uma reverência a autoridade do soberano. Inclusive, eles agem contra quem não o faz, não raro com violência.
Mas dentro do semi-plano conhecido como Corte Feérica, o poder do rei é absoluto. Porções dos territórios são governadas em seu nome pelos seus indicados, e todas as castas olham com respeito os enviados do Shah. Sua palavra é a lei, e mesmo as regras elaboradas pelos Magistrados precisam de sua chancela, pois, sem ela, não têm valor. Ele também lidera um exército que por mais que não seja grande têm disponível algumas das mais poderosas magias – e dos mais úteis portais.

A parte do rei existe outras instituições políticas:

Os Lordes da Corte: São os governantes de pequenas porções do território do semi-plano, agindo como mediadores das relações entre os clãs, e garantindo a paz entre as famílias. Como atuam acima e alguma vezes contra os clãs, não são exatamente populares. Eles se reportam diretamente ao Shah, ou a um dos seus Conselheiros. São cerca de vinte.

Os Magistrados: Eles foram à cúpula do reino, e são os responsáveis, por um lado, pela criação de leis, de tributos, por zelar pela paz social, etc, e, por outro, são os juízes superiores do reino, a quem se recorre quando há suspeita ou insatisfação com o que é decidido pelo chefe dos clãs. Eles são escolhidos dentre todas as castas, pelo rei, e agem sob direção de um Primus Inter Pares indicado pelo Shah. Seu número beira os cinqüenta.

Os Conselheiros: São os colaboradores mais próximos do Shah. Têm um grande poder, e atuam como delegados em diversas áreas, como intervindo em um enclave em outro plano, ou cuidando para que os servos não deixem de produzir o necessário, ou, ainda, administrando o vasto tesouro do Shah, ou as intrigas políticas. Atualmente, são doze, e um deles é o Shahrÿ Dareyous
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A Corte Feérica

Mensagempor Seth em 19 Jun 2008, 16:17

Mistérios:

Elfos X Elfos:

Os sábios estudiosos do povo das fadas freqüentemente se intrigam com a semelhança que existe entre o modo de agir e de pensar dos elfos e das fadas, bem como a sua semelhança para com eles – mais aparente nos traços do rosto, na agilidade e graça, bem como no estranho sono que parece uma meditação. Na realidade, eles consideram que deve haver alguma ligação ancestral entre os Elfos e as Fadas, talvez um ancestral comum, ou um outro povo criado por Correllon.
A realidade é diferente, mas não exatamente distante das especulações. Existem poucos registros do reinado anterior, do Shah além da Crônica Oficial, e praticamente nenhum além desta do primeiro reinado. Ora, essa Crônica não dita os elfos em todo o espaço de tempo em que reinou o primeiro a ostentar o título de Shah das Fadas; mas eles são subitamente citados no início da Crônica do segundo rei, bem como, depois, seria citados os anões, globinoides, gigantes e outros seres. É possível deduzir que em algum momento no começo do reinado do Shah Inariïs está à resposta, um segredo bem guardado, conhecido apenas pelo Shah, por alguns dos mais antigos e confiantes conselheiros pela rainha e por seu filho – mas não pela filha.
Sabe-se que a mãe do atual Shah casou-se com o pai alguns milhares de anos antes dele ascender ao trono, e que Kuaräsh nasceu logo depois; porém, em alguns lugares é dito que seu pai teve outra esposa, antes de se casar com uma Fada. Pouco se sabe sobre esse ser, exceto que, depois de se casar, ela teve diversos filhos de Inariïs; o caso é que os registros dão a entender que esses seres eram muito inferiores ao seu pai, sendo impossível comparar ele e os incluir mesmo entre os elfos. Os rituais de Ascensão não funcionaram, de forma que os herdeiros do Shah não eram, de fato, elfos. Sua força era superior ao das Dixies, mas isso não era nenhum consolo. A partir daí, os registros cessam, e falam apenas da segunda esposa – a Shyahra – e de sua descendência.
O resto da história foi coletado por Kuaräsh: a esposa do Shah fugiu, numa noite, acompanhada por seus filhos, depois de ser humilhada pela corte de magistrados. Inariïs não foi atrás dela porque tinha jurado, quando se casou, respeitar os desejos dela e sua liberdade de ir e vir como a ela fosse conveniente. De sua numerosa prole é que surgiram os elfos e suas diferentes sub-raças: Elfos da lua, do Sol, da Floresta, Cinzentos, Selvagens, do Céu, etc. ele confirmou essas informações depois de coletar, ao longo de milhares de anos tomos élficos que descrevem os primeiros dias de sua raça. Curiosos é notar que eles chamam o seu criador de Venerável Pai, e muito consideram que esse é um dos títulos de Correllon, quando, na verdade, é uma corruptela do nome Inariïs traduzido para uma forma arcaica de alto-élfico. Se essa resposta é correta – e Kuaräsh tem estudado essa questão durante boa parte de sua longuíssima vida – qual será a origem do panteão dos elfos? Seriam deuses alienígenas? O Shah crê que os seus irmãos – literalmente – mais dotados podem ter ascendido, com o tempo, a divindade. Alguns dos que conhecem a história se referem aos elfos como semi-elfos, ou como Elfos Bastardos, o que não é muito cortês, mas não essencialmente errado.
Outra questão levantada é sobre a origem da esposa de Inariïs; para muitos, ela era humana, embora Kuaräsh rejeite totalmente essa idéia baseado no fato de que as Crônicas não citam humanos numa época tão remota. Em verdade, ele crê que ela seria originária de uma raça alienígena, chamada, nos registros, de M’ed. Os M’ed teriam, dessa forma, originado, direta ou indiretamente, várias raças. Os elfos, por meio da linha entre o rei das Fadas e uma de suas mulheres; os anões por meio do cruzamento com estranhos seres que habitavam sobre a terra. Os globinoides teriam nascido de uma linha estranha, nascida do contato com os Homens-Lagarto e com seres de planos inferiores, e resultando nos Orcs, Goblins e Bugbears. Sobre os seres humanos, há duas hipóteses: ele crê que seja improvável que os homens tenha nascido dos remanescentes dos extra-planares, já que nunca se cita os M’ed como um grupo estruturado, ou em grande número. A segunda hipótese teria relação com uma estranha civilização rival da dos homens-lagarto, que se desenvolveu no sul; de aparência simiesca, eles teriam encontrado parte da leva e permitido que vivessem, fosse como escravos ou como discípulos, ou mesmo como iguais, já que há registros de alguns M’ed como líderes militares nas guerras. Curioso é que os registros sobre humanos “vindos do sul”, os verdadeiros pais dos homens, coincidem com a destruição desse império por meio de uma catástrofe natural envolvendo dragões e um maremoto.
Dessa forma, os M’ed originaram, de forma indireta, boa parte das atuais raças dominantes sobre a face do mundo. Mas de onde vieram os M’ed?
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