ferdineidos escreveu:mas se você multiclassear com alguém de seu role, praticamente não há perda...quer dizer...se tu for fighter e multiclassear com paladino, focando sempre força, basicamente tu não muda nada, tu continua sendo um defensor, sempre essencialmente um defensor...
Você está pensando apenas em termos de acumulo de bonus (que é assim em qualquer jogo, se você pega duas classes que dão porrada é óbvio que há sobreposição de otimização) e não de coerencia e aplicação prática. Aliás, como a definição de poderes em 4a edição é bem proprietária este tipo de análise baseada em numeros é bem arriscada, o Paladino que se foque apenas em força perde vesratilidade pois tem uma enorme carga de poderes baseados em Carisma.
Mas em termos práticos paladino e um guerreiro são ambos defensores, só que com estilos muito diferentes de se jogar. Se você pega uma habilidade de paladino seu guerreiro vai ter uma alternativa a mais, mas vai atuar na maior parte do tempo da mesma forma que um guerreiro normal atuaria (porque é isso que dita a esmagadora maioria de suas habilidades), ou seja, por mais que você escolha um multiclasse com qualqer classe existente (a não ser no lugar do paragon path) você será um guerreiro com um extra e não um mero defensor mais genérico, e olha que estamos pegando o pior caso possivel que é o defensor marcial, ou seja, o mais próximo que duas classes podem chegar (um ladrão que seja multiclasse com warlock já é bem diferente, por exemplo).
Estudante ou iniciado é o nome do feat, é como o sistema age...não vejo diferença de você na aventura falar pro mago do grupo, "ei! me ensina magia?" e pegar no 2º nível wizard ao invés de figther.
O nome tem a ver com o objetivo de uma regra e seu funcionamento, não é um mero rotulo genérico.
O feat indica treinamento, você tem que ter talento (pré-requisitos de atributo) e tem que aprender a teoria por trás (ganhando a pericia), daí sim você pode aprender algums feitiços (poucos, seu treinamento é limitado e especifico e não algo geral). Isso é a definição de estudar algo.
Vale lembrar que "ei me ensina magia?" é algo natural dentro de romances, existem várias obras onde o personagem principal vai pegando aspectos mágicos aos poucos, mas de maneira bem limitada devidoao treinamento tardio. E novamente estamos falando do caso mais complicado que são de magias, treinar uma manobra de combate é algo que você ve o tempo todo e isso a multiclasse com guerreiro explica bem.
estou falando que normalmente ninguém aprende direto a cirurgia de coração...primeiro se aprende o básico, depois o mais complexo...entendo que alguém possa fazer massagem cardíaca e não trasqueotomia, mas que o inverso não se aplica...minha crítica é: você não pode fazer o básico mas pode fazer o avançado.
No sistema vanciano (que agora foi extendido para qualquer tipo de poder) não existe esta cadeia que você menciona, não há pre-requisito entre um efeito e outro, não há definição de ter de aprender "X" para pegar os conceitos ali e aprender "X+2". O que existe são rituais mais ou menos dificeis (que somados a um sistema de nivel faz com que alguns efeitos não estejam disponiveis de cara). Neste ambiente, por definição, os efeitos são modulares e você pode aprender qualquer um a qualquer momento (desde que seja habil o suficiente para realiza-lo). O seu exemplo não se enquadra nesta questão (há cadeia de pre-reuisito, se parece mais com o sistema de magia de GURPS, por exemplo), mas estudar neurofisiologia (algo modular) na medicina qualquer curso pode fazer.
Quanto ao at-will, vale lembrar que o talento inicial já te dá parte disso (ele te dá um spell at-will, por exemplo) e considero que este tipo de habilidade é o que exprime o nucleo do treinamento em sua classe (algo que ficou tão simples que você solta toda hora), que é o que caracteriza você como membro de determinada classe, não creio que seria coerente (e nem mecanicamente interessante) liberar todos os poderes desta forma a alguém que apenas experimentou em uma outra area.