Metajogo, no meu entender, é quando você sai da imersão de fantasia de seu personagem, e começa a tratar as coisas pelas estatísticas. Ao invés de interpretar um aventureiro diante de um monstro, você usa seu conhecimento de jogador para dar a cara monstro a atenção que o bloco de estatísticas dele merece.
Quando você se preocupa em determinar quais dos monstros são minions, quais deles são normais e qual é o elite, você está utilizando metajogo, porque seu personagem não tem acesso a esse tipo de informação: tudo o que ele sabe é que alguns goblins morreram com um único ataque, enquanto outros não. Seu personagem não sabe quanto de dano ele causa com um golpe, ele sabe que alguns golpes são mais efetivos que outros em determinadas situações, e conhece alguns essencialmente intrincados (poderes diários) e outros que são mais facilmente executáveis (poderes at-will).
Dentro de jogo, é perfeitamente normal que minions não sejam semelhantes entre si, pois sua aparência vai além de seu equipamento, sus formas de ataque, etc. Parecer forte é uma coisa, sê-lo é outra. Eu poderia citar exemplos de muitos PdM's que PARECEM poderosos, mas não o são. O contrário também é verdadeiro, muitos (MUITOS) PdM's poderosos não o demonstram, e portanto mantêm um aspecto inofensivo. Portanto, quando você _exige_ que elites tenham uma aparência "melhor" que monstros normais e minions, o que você quer é que o perigo representado por eles seja evidente, o que não está de forma alguma em concordância com um jogo de fantasia heróica no qual o suspense é fundamental.
"E a impressão que me passa é que quando mestra tem que recorrer a subterfúgios para tornar os encontros difícies, tais como não deixar claro quem é a ameaça principal em um encontro onde isso é claro."
Você deve ser meio novo na Spell... eu relatei três campanhas minhas no antigo fórum, na seção Diário de Campanha (onde aliás acho que seria o lugar desse tópico), todas elas em meu cenário específico, e em todas elas dei liberdade aos jogadores para que agissem além dos limites das classes de seus personagens, procurando manter uma abordagem descritiva e interativa no jogo. Subterfúgios utilizei muitos, pois é dever do mestre manter os jogadores atentos às ameaças que os cercam, mas nunca penalizei-os por não disporem de um recurso que fora "desperdiçado" em um oponente mais fraco, e sempre que possível modifiquei as coisas para que as chances de sucesso não se esvaíssem do encontro.
Então, respondendo à sua impressão, sinto muito, mas você não me conhece o suficiente para fazer esse tipo de afirmativa.
GGW,
Acho que nem néon serviria... tinha de vir tocando Psycho Circus...
Ric.Freitas,
Eu entendi que você descreveu erroneamente esse goblin, mas a discussão aqui nem é sobre esse ponto mais. Acho que você deveria ter lido a aventura com mais atenção, mas somos todos humanos, então não tem como dizer que tudo se resumiu a uma falha do mestre. E, sobre ter derrubado o monstro com uma magia de sono e achado que ele era fácil... isso é uma nova versão do metajogo: o metajogo desinformado, pois quando o mago vence a resistência do alvo com essa magia, o efeito é sempre esse, não é? Disso aí se vê que o grupo escolheu ignorar a ameaça que o oponente representava... "ah, ele caiu com uma magia de sono!".
E, sobre os minions, claro que não eram todos, as narrativas acima já o demonstram. Mas olhe a proporção, olhe a maneira de atacar (em ondas de oponentes). O meu argumento remete a isto: trataram o cara como mais um na leva... pagaram o pato pela presunção.
Sobre o nível de desafio do combate, você mesmo disse que tem mais de 5 jogadores, certo? E que, no fim, a personagem da DarkLady (
) apareceu para salvar a pele de todos... me parece que o grupo poderia sim lidar com o encontro, pois só vieram a falecer quando os últimos monstros entraram em cena. E, se está perdendo o combate, recue! Pois é, recuar nunca é uma desonra. Se os caras estão combatendo, dois estão no chão, os monstros continuam avançando, o que é que você faz? Você foge. Ou, para a coisa toda soar mais heróica, você recua."Não necessariamente, uma boa discrição é uma ferramenta excelente para que os jogadores tenham idéia de que aquele inimigo é uma série ameaça. Uma jogada errada ou displicente contra um elite ou um solo pode custar caro ao grupo."
Mas essa descrição, no meu entender, tem de vir "em partes". Você não pode realmente descrever o poder dos ataques de um oponente até que ele tenha agido. Você pode falar de seu equipamento, de sua aparência e de como outros inimigos reagem à sua mera presença... mas, se ele nem agiu ainda, o que mais você pode dizer?
E!

???
